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Custos com luz elétrica terão aumento em março e julho deste ano 02/03/2017 | em : Novidades e mercado

Custos com luz elétrica terão aumento em março e julho deste ano

A conta de luz terá bandeira amarela em março, a cobrança retornou depois de 4 meses.

Como a previsão de chuva para o mês de março ficou abaixo das expectativas, mais termelétricas deverão ser acionadas para suprir a demanda de abastecimento. Portanto, para cada 100 quilowatts-hora consumidos em março, uma tarifa de R$ 2,00 será cobrada na conta de luz. Essa cobrança extra na fatura de energia elétrica volta já no mês de março em todo o Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Confira os valores conforme a bandeira, aprovados em fevereiro de 2017:
Verde: sem acréscimo.
Amarela: acréscimo de R$ 2,00 para cada 100 kWh consumidos.
Vermelha (Patamar 1): acréscimo de R$3,00 para cada 100 kWh consumidos.
Vermelha (Patamar 2): acréscimo de R$3,50 para cada 100 kWh consumidos.


EM JULHO, O AUMENTO MÉDIO SERÁ DE 7% EM TODO O BRASIL

Governo deve R$ 62 bilhões em indenizações às transmissoras de energia. Até 2024 haverá reajustes na conta de energia por causa das indenizações.

Os cálculos são da Agência Nacional de Energia Elétrica. A conta é comprida (R$ 62,2 bilhões) e a história também. Começa em 2012, quase cinco anos atrás.

Na época, o governo exigiu das distribuidoras mudanças nos contratos. Elas tiveram que aceitar renovar antecipadamente as concessões, mas seriam indenizadas para cobrir os gastos que tiveram com obras de modernização das redes que fizeram até o ano de 2000.

Uma medida provisória, assinada pela então presidente Dilma Rousseff, alterou o marco regulatório do setor elétrico, retirou encargos da tarifa de energia. Isso permitiu, em 2013, a redução de cerca de 20% na conta de energia elétrica para os domicílios e para a indústria.

Mas, em 2015, o governo percebeu que não tinha dinheiro para manter os subsídios à tarifa. Então veio o tarifaço, com um aumento de mais de 50% na conta de luz.

A indenização para as distribuidoras, na verdade, deveria ter começado a ser paga em 2013, mas houve demora, até que o governo chegasse a um acordo com as empresas sobre o quanto elas tinham direito a receber. Como o governo não tem dinheiro em caixa, mais uma vez vai repassar a despesa para o consumidor.

De acordo com a decisão da Aneel, serão oito anos para pagar essa indenização. A primeira parcela deve ser de R$ 10,8 bilhões.

Na prática, isso quer dizer que, num primeiro momento, somente em 2017, as contas de luz vão chegar às casas e às empresas com um aumento médio de 7,17%.

Como o cálculo do reajuste depende de outros componentes, o efeito nas tarifas pode variar, para mais ou para menos. E vai ser assim até 2024: todos teremos reajustes nas tarifas de energia só por causa dessas indenizações.

Conteúdos originalmente publicados: Zero Hora e G1



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