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Iluminação de Hospitais Precisa Proporcionar Conforto Luminoso 27/04/2020 | em : Novidades e mercado

Iluminação de Hospitais Precisa Proporcionar Conforto Luminoso

Estar de acordo com critérios técnicos e as compatibilidades físico-funcionais é requisito básico a qualquer projeto de iluminação hospitalar. As soluções devem atender às demandas das atividades ali desempenhadas sem se esquecer de levar em conta o conforto humano.

As grandes inovações tecnológicas e biomédicas, exigem que projetos de iluminação sejam projetados especificamente para esse fim, atendendo às características das diversas especialidades médicas e exercendo a atenção fundamental do cuidado com o bem-estar dos pacientes.

Um projeto de iluminação hospitalar, precisa integrar o homem ao meio. Para isso, são extremamente necessários o desenho do espaço, os elementos funcionais e estéticos, a correta utilização de luz natural e artificial, e a escolha das cores adequadas. Tudo isso para que os aspectos do conforto ambiental sejam atendidos e possam, de fato, agregar qualidade de vida aos pacientes.

No entanto, a elaboração de um projeto de iluminação para ambientes hospitalares é um processo complexo. Hospitais, clínicas médicas e consultórios devem proporcionar bem-estar e tranquilidade aos pacientes. A saúde exige ambientes arejados, limpos e com luz natural ou adequadamente iluminados, assim como locais que sejam agradáveis e confortáveis. Esses itens permitem o bom desempenho dos profissionais, funcionários e pacientes.


LUZ, O PONTO PRINCIPAL

O ser humano se desenvolve a partir do contato permanente com a iluminação natural. Sendo assim, um projeto de iluminação hospitalar deve se atentar, primordialmente, para o controle do uso da luz e sua intensidade, a fim de oferecer todo o conforto visual de que o paciente necessita para o sucesso do tratamento.

Um estudo realizado em seis hospitais de Chicago, nos Estados Unidos, pelos profissionais de Medicina Física e Reabilitação da Universidade de Michigan, e publicado no The Journal of Architectural and Planning Research, apresentou uma importante relação entre o bem-estar dos pacientes, a iluminação artificial e a contribuição proveniente do contato com a visão da paisagem externa. Os pacientes apresentaram insatisfação quando não tinham pleno controle sobre a iluminação, a abertura das cortinas, das persianas e das próprias janelas.

Uma boa iluminação valoriza e revela o ritmo do espaço: sombras, formas, texturas, proporções e determina as sensações de bem-estar, conforto e motivação.


O PROJETO 

Analisar todos os pontos e prever possíveis demandas futuras faz parte do trabalho do arquiteto, que deve participar desde o início das obras e se envolver em todas as fases do processo, tendo claro para si mesmo o uso que se fará daquele espaço.

“Uma vez que o conforto luminoso está ligado à comodidade visual (quanto ao nível da iluminação adequado à visualização, quanto ao índice de ofuscamento e quanto à cor da luz enquanto temperatura e rendimento), é função do arquiteto considerar a qualidade dos equipamentos de iluminação, que precisam apresentar boa eficiência energética, alto grau de qualidade física, além de custos operacional e de implantação dos sistemas compatíveis com os valores do empreendimento”, explica Eduardo Cunha Castanheira, arquiteto urbanista, doutorando em Iluminação (UFOP) e professor de Instalações Elétricas e Luminotécnicas na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Izabela Hendrix.


PARÂMETROS TÉCNICOS

“Os parâmetros técnicos utilizados no Brasil para elaboração de projetos de iluminação em ambientes hospitalares se referem à Norma 5413, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT)”, explica Ronald de Goes, Doutor em Arquitetura e Urbanismo (UFRN), professor do IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil).


PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES PARA UM PROJETO FUNCIONAL

- Uma vez que a visão do paciente é o teto, a iluminação deve ser indireta

- As cores das luzes devem levar em conta a patologia do paciente, uma vez que as tonalidades podem relaxar ou agitar as pessoas

- Como as salas cirúrgicas são sempre muito iluminadas, os ambientes ao seu redor devem ter 50% de luminância e redução gradativa, para a adaptação do olho

- Em locais de deslocamento de pacientes, a luz deve ser baixa e próxima ao nível do piso

- Nas cabeceiras dos leitos devem ser colocadas luminárias com diferentes iluminâncias, auxiliando o paciente e a enfermagem

- A temperatura de cor mais usada em hospitais está entre 4000K e 4500K. Mais do que isso pode provocar frio e desconforto; abaixo, dá sensação de calor


LUMINOTÉCNICA EM CENTROS CIRÚRGICOS

Em um projeto luminotécnico para centros cirúrgicos, a indicação é usar luminárias que sejam herméticas, para evitar acúmulo de poeira e bactérias que possam causar contaminação. Além disso, o ideal é utilizar lâmpadas de alta eficiência e vida útil longa, minimizando os custos de manutenção e energia elétrica.

Em áreas em que é possível utilizar a iluminação natural, essa é a melhor escolha, pois possuem a capacidade de melhorar as condições emocionais da equipe médica. Porém, nesse caso, não se pode deixar de controlar a emissão de calor gerado por ela, bem como a incidência de altos índices de luminosidade que provocariam ofuscamento e desconforto aos usuários.

Originalmente publicado em AECWEB





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